
No dia 24 de janeiro de 2026, reabre ao público a exposição Onde as borboletas não habitam. Inspirada no livro homônimo de Luciane Bonace, e baseada em fatos reais, a mostra aborda a história de crianças e adolescentes levados ao campo de concentração de Theresienstadt, na atual República Tcheca, durante o regime nazista. Com curadoria de Luciane Bonace e Karen Zolko, a exposição destaca a arte como forma de resistência, dignidade e preservação da memória em meio à violência do Holocausto.
Crianças, arte e resistência em Theresienstadt
Sob a orientação da artista e professora Friedl Dicker-Brandeis, formada pela Bauhaus, crianças aprisionadas em Theresienstadt encontraram na criação artística um meio de expressão e sobrevivência. Desenhos, pinturas e registros visuais transformaram medo em linguagem e sofrimento em produção simbólica. Entre essas crianças estava Erika Stránská, cuja obra atravessou o tempo e o silêncio histórico. Seus trabalhos, assim como os de outras crianças confinadas, foram encontrados em uma mala após o fim da Segunda Guerra Mundial e hoje integram o acervo do Museu Judaico de Praga, evidenciando a presença infantil no campo de concentração.
Holocausto, memória e educação
A exposição é estruturada em dez painéis imersivos que articulam arte, história e memória, propondo uma experiência sensível e educativa. A narrativa amplia a compreensão sobre o Holocausto ao estabelecer conexões com contextos contemporâneos de intolerância, guerra e vulnerabilidade social, reforçando a importância da empatia, da educação e da arte como formas contínuas de resistência.
O livro Onde as borboletas não habitam: a história de crianças e adolescentes que enfrentaram o nazismo com arte, publicado pela Editora Aletria, recebeu o Prêmio Livro Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) em 2023, reconhecimento de sua relevância literária e pedagógica.
Curadoria e trajetórias profissionais
Karen Zolko é formada em Arquitetura pela Universidade de Illinois (EUA) e atua com cenografia, expografia e preservação da memória do Holocausto por meio de exposições. Realizou a curadoria de mostras baseadas nos livros As meninas do quarto 28, apresentada em diversas cidades brasileiras, e Onde as borboletas não habitam, exibida no Rio de Janeiro entre 2024 e 2025. Sua história pessoal é marcada pela imigração de sua família materna ao Brasil, em 1949, após a sobrevivência ao Holocausto, experiência que fundamenta seu trabalho voltado à educação e à memória histórica.
Luciane Bonace Lopes Fernandes é formadora de professores, pesquisadora da Universidade de São Paulo, artista visual e autora de livros didáticos e obras literárias voltadas para crianças e jovens. Atua na Educação Básica e no Ensino Superior e integra o grupo de pesquisa Produções literárias e culturais para crianças e jovens (CNPq/FFLCH-USP). É autora publicada por editoras como Moderna, FTD, SM, Aletria e Somos Educação. Em 2024, foi uma das curadoras da exposição Onde as borboletas não habitam no Memorial às Vítimas do Holocausto do Rio de Janeiro.
Visitação: de 24 de janeiro a 18 de março de 2026
Quarta a sábado, das 12h às 20h (última entrada às 19h)
Domingo, das 10h às 19h (última entrada às 18h)
Classificação indicativa: livre
Entrada: gratuita
Observações importantes para a visita:
Agendamento Escolas: Formulário
Agendamento Grupos: Formulário
Programação
Local
Telefone
em 25 de março, 29 de abril, 27 de maio, 30 de junho
confira as sessões
16 de maio às 13h00
16 de maio às 15h00
17 de maio às 14h00
17 de maio às 16h00
23 de maio às 16h30
24 de maio às 15h00
de 02 de junho das 14h00 até 18 de agosto às 21h00