A conta que não fecha: por que não existe igualdade de gênero sem enfrentar o racismo

Em 1992, mais de 300 mulheres da América Latina e do Caribe se reuniram em Santo Domingo, na República Dominicana, no 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, para denunciar as opressões que atravessavam suas vidas (racismo, machismo, desigualdade estrutural) e articular uma resposta coletiva. Do encontro nasceu a Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas e, com reconhecimento posterior da ONU, o 25 de julho tornou-se o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. 

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Muito além do laboratório

É comum, ao pensar em ciência, imaginar laboratórios, pesquisadores de jaleco e grandes descobertas que mudaram o rumo da humanidade. E, de fato, essa imagem remete ao rigor técnico e ao conhecimento acadêmico. Entretanto, há uma dimensão da produção científica que se manifesta muito antes de um experimento começar. 

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Orgulho LGBTQIA+: Por que a representatividade é a chave para reduzir desigualdades?

Em 28 de junho de 1969, a polícia invadiu o bar Stonewall Inn, em Nova York, numa batida rotineira contra a clientela LGBTQIA+ do local. Dessa vez, a comunidade resistiu, e os confrontos que se seguiram deram origem, um ano depois, às primeiras Paradas do Orgulho. Desde então, a data tornou-se símbolo de luta por reconhecimento, mas também lembrete de que direitos básicos ainda estão em disputa em boa parte do mundo, Brasil incluído. 

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A Humanidade em Movimento

Antes das bandeiras, antes dos mapas, antes das fronteiras desenhadas pelos homens e reconhecidas pelos Estados, existia o caminho. E sobre o caminho existia o ser humano. A humanidade nasceu em movimento. Os primeiros homens caminharam pela terra guiados pelas estrelas, pelos rios, pelas estações e pela esperança silenciosa de encontrar sobrevivência, abrigo e futuro. Durante milênios, o homem foi nômade não apenas por necessidade, mas porque o movimento faz parte da própria condição humana. Foi caminhando que a humanidade descobriu continentes, construiu civilizações, encontrou novas culturas e reinventou a si mesma inúmeras vezes ao longo da história. Mais tarde, surgiram as cidades, os reinos, os Estados nacionais e as fronteiras. O homem passou a fincar raízes, a construir pertencimentos e a chamar determinados lugares de lar. Ainda assim, mesmo diante das muralhas, dos documentos e das divisões políticas, o ser humano jamais deixou de se mover. Porque existe algo profundamente humano no ato de partir, atravessar e recomeçar. A imigração, portanto, não deve ser vista como uma ruptura da ordem natural do mundo, mas como uma continuação da própria história da humanidade, uma história escrita pelos passos daqueles que, desde os tempos mais antigos, seguiram adiante em busca de vida, dignidade e esperança.

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18 de Maio – O legado dos Museus na construção de cidades Resilientes e Inclusivas

Celebrado anualmente, o dia 18 de maio vai muito além de uma simples data comemorativa. Comemora-se o Dia Internacional dos Museus, representando um marco global de reflexão sobre o impacto das instituições museais na sociedade. Mais do que uma efeméride cultural, a data propõe uma análise profunda sobre o papel dessas instituições na estrutura das cidades contemporâneas. Em um mundo que enfrenta desafios urbanos crescentes, a conexão entre o universo museal e o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 da Organização das Nações Unidas, torna-se não apenas pertinente, mas estratégica. Museus não são meras cápsulas do tempo, eles são laboratórios de cidadania e eixos de preservação que sustentam a identidade de metrópoles que, muitas vezes, correm o risco de se tornarem genéricas e desumanizadas.

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O Feminismo Judaico

O 7 de Outubro de 2023 constitui um marco traumático para o corpo coletivo das mulheres judias. Mesmo aquelas fisicamente distantes de Israel vivenciaram a data como uma violação simbólica profunda, quase corporal, que ultrapassa os limites da geografia e se inscreve no campo da experiência histórica compartilhada. A violência sexual perpetrada pelo Hamas produziu o equivalente a um estupro coletivo, inscrito não apenas na memória individual das vítimas diretas, mas no imaginário intergeracional do povo judeu. É um trauma cuja potência tende a atravessar gerações de filhas e netas, que ainda debaterão o tema e interrogarão, com perplexidade ética e política, o silêncio prolongado do mundo diante dessas violações. 

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15 de Abril – O Despertar da Consciência através da Estética: O Papel da Arte na Educação Integral 

No dia 15 de abril, o calendário global reserva um espaço para celebrar o Dia Mundial da Arte. A escolha da data é uma homenagem ao nascimento de Leonardo da Vinci (1452-1519), um dos maiores gênios da história, que personificou a união indissociável entre a precisão científica e a sensibilidade estética. Instituída pela Associação Internacional de Arte (IAA) e oficializada pela UNESCO, a celebração não busca apenas exaltar obras em museus, mas reafirmar a arte como um pilar de paz, democracia e liberdade de expressão em um século XXI marcado pela hiperconectividade e, paradoxalmente, pelo isolamento afetivo. 

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Yom HaShoá: Dia da Lembrança do Holocausto

Em 2026, o Yom HaShoá é celebrado como o Dia da Lembrança do Holocausto em 14 de abril. O nome completo em hebraico é Yom HaShoá VeHaGvurá, que significa Dia da Catástrofe e do Heroísmo, destacando não apenas a memória das vítimas, mas também a resistência judaica, como a Revolta do Gueto de Varsóvia.  

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