São Paulo, cidade necessária

São Paulo chega ao seu aniversário não como quem celebra um ciclo concluído, mas como quem reencontra, a cada 25 de janeiro, a urgência de pensar a si mesma. Há cidades que fazem aniversário como quem apenas atravessa o tempo, e há cidades que, a cada retorno, revelam a própria inquietação civilizatória. São Paulo pertence a essa segunda categoria.

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Ritual Com Consequências

Há datas que nos lembram quem queremos ser. Dez de dezembro é uma delas. Não se trata de um slogan, mas de um rito público em que uma sociedade olha para si, confere sua memória e conta quantas mãos ainda estão de fora. Direitos humanos não vivem nos discursos que repetimos, vivem nas cozinhas comunitárias que atravessam a fome, nas línguas que resistem ao silêncio, nos museus que acolhem quem chega sem papéis e nos corpos que dançam para lembrar que a vida é um direito. O valor de um dia mede-se pelo que acontece no seguinte.

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Dia Internacional do Voluntariado: uma história de escolhas que transformam

A palavra voluntário chega ao português pelo latim voluntarius, derivado de voluntas: vontade, desejo, intenção. Em sua origem, a ideia de voluntariado sempre esteve ligada ao ato de agir por escolha própria, aquilo que nasce do íntimo e não de uma obrigação. Essa raiz etimológica resgata algo essencial: ser voluntário é mover-se por decisão consciente, motivado por valores que ultrapassam o interesse individual. 

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Gentileza e o poder dos gestos invisíveis

Em 13 de novembro comemora-se o Dia Mundial da Gentileza, uma data que, à primeira vista, parece singela — mas carrega em si um manifesto de civilidade. Em tempos de pressa e hipervelocidade, ser gentil se tornou um ato quase revolucionário. E talvez por isso, neste ano, a data mereça mais do que um post ou uma hashtag: ela pede reflexão sobre como tratamos o outro, dentro e fora das empresas. 

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O Livro como Antídoto à Barbárie

O Dia Nacional do Livro, celebrado em 29 de outubro, não deve ser apenas uma data comemorativa, mas uma oportunidade de reflexão. A leitura é uma das formas mais refinadas de resistência humana. Em tempos de aceleração e de desinformação, o livro permanece como um ato de desaceleração e lucidez, um espaço em que o pensamento respira e a consciência se forma. Ler é um gesto político no melhor sentido da palavra, o de formar cidadãos capazes de discernir, dialogar e construir uma sociedade que pensa por si.

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Entre Shylock e Orfeu: o Espelho Partido do Brasil

Desde as primeiras assembleias gregas, quando a pólis se reconhecia nos ecos do teatro, as civilizações compreenderam que a cena é o mais antigo instrumento de educação coletiva. Não apenas o espaço do espetáculo, mas o rito de observação de si mesmo, em que o cidadão, diante da representação simbólica de seus próprios dilemas, podia compreender as tramas morais e sociais que o cercavam. O teatro nasceu como espelho e permaneceu, através dos séculos, como o mais preciso termômetro da consciência de um povo. Sua função nunca foi o entretenimento apenas, mas o exercício de cidadania estética, o laboratório da alma pública.

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Sucot: da cabana frágil ao abraço divino, uma análise antropológica e museológica do patrimônio imaterial judaico

Sucot é uma das celebrações mais belas do calendário judaico, vivida logo após o Yom Kipur, quando o indivíduo se purifica, é perdoado e inicia um novo ciclo com leveza e alegria; a tradição nos convida a construir a Sucá, cabana de três paredes e cobertura vegetal que deve deixar ver o céu, frágil por princípio e aberta ao tempo, na qual passamos os sete dias da festa realizando as refeições e, sempre que possível, também atividades cotidianas como leitura, estudo e convivência

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Yom Kipur, memória viva e identidade coletiva

Yom Kipur é o ápice do calendário judaico. Mais do que um dia de penitência, ele é um tempo de suspensão. A vida cotidiana se detém: não há alimento, não há trabalho, não há distração. O corpo se submete ao jejum para que a alma possa emergir com mais clareza. Do ponto de vista antropológico, é um rito de inversão, em que o que normalmente é vital (comer, beber, ocupar-se de si) é momentaneamente negado, para que outro plano da existência se torne central. É nesse vazio aparente que se manifesta a plenitude do sagrado.

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Rosh Hashaná, o tempo e a responsabilidade coletiva

Rosh Hashaná é mais do que a celebração de um novo ciclo. Ao se traduzir como cabeça do ano, ele nos convida a refletir sobre o sentido do tempo não apenas como sucessão linear de dias, mas como criação e reinício. A tradição judaica associa esses dias ao momento em que o mundo é colocado novamente em julgamento, como se a própria criação fosse revista a cada ciclo. A antropologia nos ensina que os rituais de passagem não apenas marcam a passagem do tempo, mas projetam normas de convivência e valores éticos. No caso judaico, trata-se de afirmar que cada geração é chamada a renovar sua responsabilidade diante da vida, da comunidade e do futuro.

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21 de Setembro – Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência 

Neste mês de setembro de 2025, em que se celebra no Brasil o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, apresentamos uma entrevista exclusiva em vídeo com a socióloga Marta Almeida Gil, referência nacional e internacional em inclusão, informação e acessibilidade. Na conversa, ela aborda sua trajetória, os avanços e desafios na garantia de direitos e o papel da sociedade para a construção de um país mais inclusivo.

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