
De 16 de agosto a 19 de outubro de 2025, a Galeria da Unibes Cultural apresenta a exposição do fotógrafo João Maia. Intitulada In.Visível – O Que Não Se Vê, Se Sente, a mostra apresenta uma seleção de fotografias realizadas durante os Jogos Paralímpicos de Paris 2024 a partir de uma percepção sensorial única. Os registros de João Maia, que é cego, revelam mais do que cenas: transmitem estados, pulsações e presença. Partindo de sons, movimentos e emoções que atravessam o corpo, o fotógrafo transforma o invisível em narrativa visual.
O objetivo é oferecer ao público uma experiência sensível e inédita do universo paralímpico, revelando a força, a técnica e a emoção dos atletas através do olhar singular de João Maia. A exposição propõe uma reflexão profunda sobre inclusão, acessibilidade e representatividade, mostrando que a fotografia vai além da visão: é também escuta, memória e sentimento. Ao tornar visível o que muitos não percebem, In.Visível convida a repensar os sentidos, os corpos e as narrativas que ocupam o esporte e a arte.
Além de revelar o protagonismo dos atletas com deficiência, a exposição celebra o trabalho de João Maia como fotógrafo cego e destaca a importância de colocar pessoas com deficiência no centro da produção, da criação e da experiência artística. Com curadoria de Ciça Cordeiro, especialista em acessibilidade, diversidade e inclusão, a exposição conta com recursos de acessibilidade como vídeo em Libras e audiodescrição das obras, esta desenvolvida em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, garantindo acesso pleno a todos os públicos.
Duas atividades complementam a exposição: no dia 2 de agosto (sábado), às 15h, haverá uma visita guiada com o próprio João Maia, que conduzirá o público por sua exposição. Já no dia 9 de agosto, acontece o bate-papo “Em Foco: Protagonismo e Acessibilidade”, com João Maia, o fotógrafo convidado Wander Roberto, especialista em fotografia esportiva com mais de 30 anos de atuação em Copas do Mundo, Jogos Olímpicos e Paralímpicos, e a atleta paralímpica Elizabeth Rodrigues Gomes, ouro no lançamento de disco e prata no arremesso de peso em Paris. A mediação será feita pela curadora da exposição, Ciça Cordeiro.
Informações sobre os atletas fotografados: unibescultural.org.br/in-visivel
Sobre o fotógrafo:
João Maia é idealizador do projeto Fotografia Cega. Palestrante e educador, ministra workshops de fotografia sensorial e atua como conselheiro da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Seu trabalho, reconhecido por integrar som, emoção e percepção na construção da imagem, o tornou uma das maiores referências em fotografia acessível e inclusiva no Brasil e no mundo.
Participou de exposições em Yokohama (Japão, 2019) e na Universidade Panthéon-Sorbonne, em Paris (2024), como parte da programação oficial das Paralimpíadas. É o único fotógrafo com deficiência visual a cobrir três edições consecutivas dos Jogos Paralímpicos – Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024 – e já se prepara para os Jogos de Los Angeles 2028.
Entre os reconhecimentos que recebeu, destacam-se o 1º Marco da Paz – Inclusão Sem Limites (Associação Comercial de São Paulo, em 2018) e o Prêmio Internacional Ibero-Americano “O Nevado Solidário de Ouro” (Câmara Municipal de São Paulo, em 2020).
Curadoria:
Ciça Cordeiro é consultora em Acessibilidade, Diversidade, Equidade e Inclusão. Jornalista especializada em cultura inclusiva, comunicação e eventos acessíveis, com MBA em Gestão Pública, Direitos Humanos e Direito das Pessoas com Deficiência, foi consultora em DEI na Talento Incluir entre 2021 e 2025, onde atuou com foco em acessibilidade e estratégias de inclusão no ambiente corporativo.
Foi coordenadora de Comunicação na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo (2018-2021), onde atuou na criação de conteúdos inclusivos e políticas públicas voltadas à acessibilidade. É autora do Guia de Comunicação e Eventos Acessíveis e coautora de outras publicações oficiais da Prefeitura Municipal de São Paulo. Seu trabalho combina ativismo, experiência institucional e um olhar sensível sobre inclusão e representatividade.
Classificação indicativa: Livre
Gratuito
Parceria institucional:
A Fundação Dorina Nowill para Cegos é uma organização sem fins lucrativos e de caráter filantrópico que, há mais de sete décadas, se dedica à inclusão social de pessoas cegas e com baixa visão, por meio da produção e distribuição gratuita de livros em braille, falados e digitais acessíveis, diretamente para o público e também para escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil. Ela é responsável pela acessibilidade da exposição e com recursos de audiodescrição das fotografias.
*Esta programação é realizada pela Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa da Cidade de São Paulo e pela Unibes Cultural, com patrocínio de UBS BB, SYN e Tietê Plaza Shopping.
Programação
Local
Telefone
em 25 de março, 29 de abril, 27 de maio, 30 de junho
confira as sessões
de 02 de maio das 12h00 até 10 de maio às 19h00
de 02 de maio das 12h00 até 10 de maio às 19h00
23 de maio às 15h00