Por Amanda Rodrigues

Conhecer a história é proteger o futuro. Ainda há quem carregue no corpo e na memória as marcas de um período que o mundo resiste em não repetir. Mas o que acontece com uma sociedade quando ela decide esquecer?

Em 2026, o Yom HaShoá é celebrado como o Dia da Lembrança do Holocausto em 14 de abril. O nome completo em hebraico é Yom HaShoá VeHaGvurá, que significa Dia da Catástrofe e do Heroísmo, destacando não apenas a memória das vítimas, mas também a resistência judaica, como a Revolta do Gueto de Varsóvia.

Na psicanálise, sabe-se que aquilo que não é lembrado tende a se repetir. Por isso, preservar a memória desse período não é apenas um gesto de respeito às vítimas, mas também uma forma de fortalecer a consciência coletiva e impedir que o ódio e a desumanização se normalizem novamente.

O que foi o Holocausto? No período entre 1933 e 1945, o regime nazista implementou uma política sistemática de perseguição e extermínio que resultou no genocídio de cerca de seis milhões de judeus, além de milhões de outras vítimas – incluindo pessoas ciganas, pessoas com deficiência, opositores políticos e grupos considerados “inferiores”.

Em outras palavras, foi uma política de extermínio orquestrada pelo regime nazista sob a liderança de Adolf Hitler, no contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que colocou luz sobre os perigos do discurso antissemita e outros tipos de racismo, baseados única e exclusivamente em estereótipos, preconceitos, teorias da conspiração e discursos de ódio.

Assim, diante da violência extrema daquele período, a Revolta do Gueto de Varsóvia foi um evento de grande importância que se tornou símbolo de resistência do povo judeu e está associada à criação de datas de memória do Holocausto.

Estima-se que cerca de 25 mil sobreviventes do Holocausto tenham se instalado no Brasil e reconstruído suas vidas ao longo do século XX. Hoje, aproximadamente 300 ainda vivem aqui, muitos deles em idade avançada, carregando consigo memórias históricas de um período que não deve ser esquecido. Atitudes cotidianas contra o radicalismo:

1.Respeite as diferenças

Entender o que levou ao Holocausto nos ajuda a reconhecer sinais de autoritarismo, propaganda e desumanização antes que se tornem normalizados.

2.Respeite as diferenças

Respeitar diferenças religiosas, étnicas e culturais é uma prática vital na construção de sociedades mais fortes e democráticas. Muitas vezes, grandes violências coletivas começam com palavras ou piadas inofensivas. Quando grupos são retratados como inferiores ou menos humanos, cria-se um terreno fértil para discriminação e violência.

3.Mantenha a memória viva

Visitar museus e exposições, ler testemunhos de sobreviventes, se interessar pela história e compartilhar informação confiável mantém viva a consciência histórica e impede que o negacionismo diminua os danos do passado.

    Neste Dia da Lembrança do Holocausto, e em todos os dias do ano, seja um agente do futuro. Amplie o seu olhar para o mundo para incluir as diferenças, questione estereótipos, denuncie preconceitos e promova o respeito à diversidade.

    A Unibes Social atua diretamente no apoio aos sobreviventes do Holocausto, oferecendo assistência social, acompanhamento e iniciativas que garantem dignidade e qualidade de vida. Também trabalha para preservar seus testemunhos e ampliar o acesso à informação para que essas histórias continuem sendo conhecidas pelas próximas gerações.

    “Quem salva uma vida salva o mundo inteiro.”

    provérbio judaico

    Fontes de pesquisa:

    . United States Holocaust Memorial Museum. Learn. Disponível em: https://www.ushmm.org/learn

    . Museu do Holocausto de Curitiba. Disponível em: https://www.museudoholocausto.org.br

    . Confederação Israelita do Brasil (CONIB). Disponível em: https://www.conib.org.br

    . United States Holocaust Memorial Museum. Holocaust Encyclopedia. Disponível em: https://encyclopedia.ushmm.org/

    Amanda Rodrigues é publicitária e redatora voluntária da Unibes Cultural.

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