
No dia 23 de agosto de 2026, a Unibes Cultural inaugura a exposição coletiva Palavras que Criam Mundos: entre bara e assah, que reúne dezoito artistas convidados a desenvolver obras inéditas a partir de um conceito inspirado no hebraico bíblico. Com curadoria de Adriana Scartaris, e mentoria de Sandra Becker, a mostra parte da distinção entre dois verbos relacionados ao ato da criação: bara, associado, na tradição judaica, à criação inaugural, e assah, que se refere ao fazer humano, à transformação e à construção a partir daquilo que já existe.
A partir desse eixo conceitual, os artistas investigam questões ligadas à origem, imaginação, linguagem, memória, conhecimento e responsabilidade, propondo diferentes interpretações sobre os processos criativos e as formas pelas quais construímos significado no mundo.
Participam da exposição Adriana Scartaris, Ana de Andrade, André Baretto, Chris Acyoli, Clara Afonso, Dudi Neri, Greicy Khafif, Iolanda Teixeira, Licia Vallim, Mary Queiroz, Olinda e Virgílio Mota, Osvaldo Gaia, René Agostinho, Sandra Becker, Tania Martins, Vera Sanovicz, Vitória Barros e Yvelise Cavalcante. Reunindo diferentes trajetórias, pesquisas e linguagens, os artistas desenvolvem obras inéditas que exploram, a partir de perspectivas singulares, as possibilidades abertas pelos conceitos de bara e assah.
São pinturas, esculturas, instalações, obras têxteis, cerâmicas, fotografias, arte digital e trabalhos desenvolvidos com inteligência artificial. A programação da exposição se estende para além das obras apresentadas, com um bate-papo entre os artistas no dia da abertura, às 11h, e o lançamento de um livro que documenta seus processos criativos, reunindo anotações, esboços, referências, imagens de pesquisa e registros das diferentes etapas de concepção e realização dos trabalhos. A publicação estará disponível para venda em versão impressa, mas também pode ser acessada gratuitamente em formato digital CLICANDO AQUI.
Realizada durante o período do Ano Novo Judaico, a mostra estabelece um diálogo com uma tradição que compreende a palavra como um espaço de memória, interpretação e continuidade cultural. Ao aproximar artistas contemporâneos desses conceitos, Palavras que Criam Mundos promove um encontro entre arte, filosofia, linguagem e diferentes formas de produção de conhecimento, convidando o público a refletir sobre uma questão que acompanha a humanidade desde seus relatos mais antigos: como algo passa a existir?
Abertura: 23/08, às 10h | Bate-Papo com artistas, às 11h
Link para inscrição para Abertura e o Bate-Papo
Visitação: de 26/08 a 03/10, das 12h às 19h (Quarta a Sábado) | 10 às 18h (domingo)
Classificação indicativa: Livre
Gratuito
Sobre a curadora e artista
Adriana Scartaris é curadora, designer de interiores e artista visual. Desenvolve, há mais de 40 anos, projetos que articulam arte, imagem e espaço, aproximando criação, curadoria, formação artística e pensamento crítico. Realizou a curadoria de mais de 100 exposições no Brasil e em Portugal e desenvolveu mais de 300 mil m² em projetos de interiores. É fundadora do Clube de Artistas e da 284 Gallery, iniciativas dedicadas à formação, difusão e valorização da arte contemporânea. Sua pesquisa investiga os processos de criação, a construção da memória cultural, as relações entre linguagem e experiência humana e trajetórias femininas que deixaram marcas na cultura e na história.
Sobre a mentora e artista
Sandra Becker é artista visual e pesquisadora. Vive e trabalha em São Paulo, onde desenvolve instalações, obras em cerâmica e processos de inscrição que investigam as marcas deixadas pelo corpo e pelo tempo. Em sua pesquisa, materiais como argila, couro, luz, pergaminho e padrões domésticos tornam-se suporte para refletir sobre memória, transmissão do conhecimento e permanência.
Sobre os artistas
Ana de Andrade é artista visual, designer de moda e designer de interiores. Natural de Cajuru (SP), vive na capital paulista. Sua pesquisa parte do desenho, da cor e da observação do cotidiano, explorando temas como o universo feminino, os afetos, a memória e os detalhes que frequentemente passam despercebidos. Trabalha com pintura, aquarela, colagem, costura, poesia e ferramentas digitais, incluindo a inteligência artificial como parte de seu processo criativo, desenvolvendo obras em suportes como telas, papéis, tecidos e lonas.
André Barretto é artista visual. Há mais de três décadas dedica-se à pintura, investigando a paisagem como um campo expandido de renovação do olhar e de experiências interiores. Pesquisa as relações entre luz, percepção e contemplação.Seu trabalho resulta de observações contínuas da natureza e de descobertas realizadas durante o próprio fazer artístico. Suas obras integram coleções no Brasil, Canadá e Singapura.
Clara Afonso é uma artista plástica multidisciplinar portuguesa. Desenvolve sua produção no campo da abstração, investigando questões ligadas à contemplação, ao mistério da criação e às dimensões espirituais. Durante mais de 35 anos dedicou-se ao ensino das artes, mantendo paralelamente intensa atividade expositiva, com participação em bienais internacionais e mostras em diferentes países. Sua pesquisa busca revelar relações que escapam à observação imediata, aproximando arte, natureza e experiência interior.
Chris Acyoli é psicólogo, ceramista e escultor. Desenvolve uma pesquisa que aproxima ancestralidade, memória e experiência humana. Seu trabalho investiga as tradições africanas e os conhecimentos preservados em seus símbolos, saberes e práticas espirituais, articulando cerâmica e escultura a reflexões sobre psicologia, mitologia e pensamento crítico. Suas obras exploram diferentes formas de atribuição de sentido à existência e compreendem a ancestralidade como uma fonte viva de conhecimento.
Dudi Neri é ilustradora, designer gráfica e artista digital. Desenvolve pesquisas que articulam arte digital, fotografia, inteligência artificial e processos contemporâneos de criação. Seu trabalho investiga matéria, luz e formas em transformação, explorando as fronteiras entre o orgânico e o mineral, a microscopia e a paisagem. Em suas obras, cria geologias imaginárias nas quais a escala se dissolve e a matéria parece adquirir vida própria.
Greicy Khafif é designer gráfica e artista visual. Desenvolve pesquisas inspiradas nas raízes judaicas e nas relações entre memória, espiritualidade e transmissão cultural. Sua produção reúne registros históricos, textos, símbolos religiosos e linguagens contemporâneas para investigar como tradições preservadas ao longo de milênios continuam a produzir significado no presente. Seu trabalho busca tornar visíveis camadas de conhecimento, valores e saberes transmitidos entre gerações.
Iolanda Teixeira é uma artista visual portuguesa radicada em Lisboa. Encontra na arte digital o principal meio de sua produção. Sua pesquisa investiga as marcas da vida urbana na forma como percebemos, comunicamos e atribuímos sentido ao mundo. A partir de estruturas gráficas, fragmentos visuais e referências da cultura contemporânea, desenvolve composições que transformam a experiência da cidade em imagem, revelando relações, padrões e tensões do cotidiano.
Licia Vallim é artista visual e desenvolve uma pesquisa que aproxima fé, espiritualidade e pintura. Em obras realizadas em técnica mista sobre tela, madeira e papel, investiga como o invisível encontra expressão por meio da forma, da cor e da matéria, tornando visíveis processos de transformação interior. A água ocupa um lugar central em sua produção como símbolo de renovação, vitalidade e manifestação divina. Vive em Ribeirão Preto (SP), onde também dirige a CH.Faria Galeria de Artes.
Mary Queiroz é uma artista visual autodidata. Dedica-se à pintura a óleo sobre tela. Sua pesquisa nasce da observação da natureza e investiga as relações entre criação, espiritualidade e cotidiano, buscando revelar a grandeza presente nos pequenos gestos, nos detalhes e nas formas como a luz produz significado. Participou de exposições em diversas cidades brasileiras e possui obras em coleções particulares no Brasil, Argentina e Colômbia.
Olinda Mota, artista visual, e o filósofo Virgílio Mota desenvolvem, há cinco décadas, um percurso compartilhado em que pintura, palavra, imagem e pensamento se encontram. Nesta colaboração, suas trajetórias convergem em torno da investigação sobre criação, memória e linguagem, aproximando expressão artística e reflexão filosófica. O diálogo entre pintura e poesia revela uma prática construída pela cumplicidade intelectual, pela sensibilidade artística e pela dedicação ao ensino.
Osvaldo Gaia é escultor e artista visual. Natural de Belém (PA), desenvolve sua trajetória entre o Rio de Janeiro e a Amazônia, região que alimenta sua pesquisa. Seu trabalho investiga a inteligência presente nos objetos, ferramentas e modos de fazer das comunidades ribeirinhas, transformando essas referências em esculturas, pinturas e instalações que articulam precisão construtiva, síntese formal e densidade simbólica. Expõe no Brasil e no exterior desde 1975.
René Agostinho é um artista visual que investiga a condição humana por meio de temas como origem, consciência, finitude e criação. A figura humana ocupa lugar central em sua pesquisa como espaço de reflexão sobre aquilo que nos constitui e nos transcende. Suas obras aproximam experiência sensível, investigação filosófica e busca de significado. Participou de exposições no Brasil e no exterior, incluindo as Bienais de Florença e Osten.
Tania Martins é uma artista visual de São Paulo. Sua pesquisa investiga transparências, sobreposições e diferentes camadas de percepção, aproximando pintura, memória e imaginação. Flores, pássaros e portais surgem com frequência nesse universo visual, não como símbolos fixos, mas como formas em constante transformação.
Vera Sanovicz é artista visual, arquiteta e educadora de arte. Investiga como a luz transforma a percepção e modifica a maneira como compreendemos o mundo. Sua pesquisa parte de fotografias, escritos e memórias para construir pinturas que transitam entre realidade, imaginação e lembrança. Interessada nas relações entre paisagem, experiência e percepção, desenvolve obras que questionam a ideia de origem e exploram as transformações produzidas ao longo do processo criativo.
Vitória Barros é geógrafa e artista visual. Desenvolve uma pesquisa orientada pela floresta amazônica, pela água e pelos impactos da ação humana sobre os ecossistemas. Em pinturas, fotografias e esculturas, investiga as relações entre natureza, conhecimento e responsabilidade ambiental. Em 2002, fundou uma galeria de arte voltada à formação de públicos e à promoção do encontro entre artistas, educadores e estudantes. Participou da Bienal das Amazônias com a obra pública Árvores Vermelhas e desenvolve projetos de arte e educação há mais de duas décadas.
Yvelise Cavalcante é designer e artista visual. Seu trabalho investiga as experiências cotidianas como caminhos para observar, compreender e transformar o mundo. Seu trabalho é guiado pela experimentação e pela descoberta, explorando diferentes materiais, técnicas e processos. Natureza, símbolos e o fazer manual estão no centro de sua pesquisa.
Esta programação faz parte do pilar Raízes Judaicas, e conta com patrocínio do Banco Daycoval, apoio master do Itaú e Laranjinha Itaú, apoio da CSN, Banco Safra, Norfil, White Martins, Banco Rendimento, Grupo GR, Haganá, Enercore e CBF Rolamentos, e realização do Ministério da Cultura e Unibes Cultural por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
*Empresas e pessoas físicas podem apoiar a arte, a cultura e a inclusão. Entre em contato conosco e doe para a Unibes Cultural – (11) 97614-9193. Você também pode contribuir com o Unibes Bazar doando roupas, utensílios e outros itens.
Programação
Local
Telefone
de 04 de agosto das 19h00 até 25 de agosto às 20h30
de 12 de agosto das 12h00 até 18 de outubro às 19h00
16 de agosto às 10h00
16 de agosto às 11h00
de 19 de agosto à 20 de agosto
confira as sessões
20 de agosto às 20h00
de 23 de agosto das 10h00 até 03 de outubro às 20h00
26 de agosto às 19h30
27 de agosto às 19h00