
A promessa que não se cala: inquietação, herança e o silêncio que ainda não foi pensado
Há paradoxos que não se resolvem por decreto, nem por silêncio elegante. Eles permanecem, trabalhando em profundidade, como uma tensão subterrânea que atravessa tradições inteiras. O cristianismo, quando levado a sério em sua densidade teológica, carrega um desses paradoxos no coração da sua relação com o judaísmo, e talvez seja precisamente a dificuldade de nomeá-lo que explique parte das agressividades recorrentes que ainda se projetam sobre o povo judeu.




