
A partir de 24 de maio de 2026, a Unibes Cultural e a Dan Galeria apresentam a exposição almir mavignier – docugrafias: pinturas digitais, reunindo cinquenta obras do artista brasileiro Almir Mavignier em torno do conceito de “docugrafia”, linguagem desenvolvida pelo próprio artista como desdobramento de sua produção pictórica.
Integrando a programação da Virada Cultural 2026, e parte das celebrações do centenário do artista, a mostra revisita diferentes momentos da trajetória de Mavignier, artista formado pela HfG Ulm, escola alemã considerada herdeira da Bauhaus, cuja produção se destacou pela investigação visual baseada em estruturas geométricas, cor, repetição e percepção óptica.
A exposição reúne cinco séries produzidas a partir de obras criadas entre as décadas de 1950 e 1970, incluindo composições com moedas, quadrados deformados, cruzamentos, monocromáticos e penetrações. As docugrafias surgem como um procedimento particular dentro da obra do artista: não funcionam como reproduções convencionais, mas como uma reinterpretação gráfica de pinturas originalmente construídas com relevo, textura e incidência de luz. relação entre obra original e reconfiguração contemporânea, aproximando diferentes temporalidades dentro de uma mesma investigação estética.
A mostra também inclui a obra 7 Quadrados 1959-2025, de Delmar Mavignier, impressão lenticular que dialoga diretamente com os sistemas visuais desenvolvidos por Almir Mavignier.
A curadoria é de Luiz Armando Bagolin e Flavio Cohn.
Abertura ao público: 24/05, às 10h
Bate-papo com curadores e convidados: 11h
Classificação indicativa: livre
Entrada: gratuita
Sobre o artista:
Almir Mavignier (1925-2018) foi um artista visual brasileiro de projeção internacional, reconhecido por sua contribuição à arte concreta e por sua atuação na pintura e no design gráfico. Sua trajetória artística tem início na década de 1940, no Rio de Janeiro, quando também participa de experiências inovadoras ao lado da psiquiatra Nise da Silveira, colaborando com práticas que integravam arte e saúde mental. Transitou de uma produção inicial figurativa para investigações voltadas à abstração, influenciado pelas ideias que valorizavam a percepção visual e a autonomia da forma, o que o ligou ao núcleo inicial da arte abstrata no Brasil. Na década de 1950, segue para a Europa, onde aprofunda sua pesquisa artística em Paris e, posteriormente, na Alemanha. Sua passagem pela Escola de Ulm é decisiva para o desenvolvimento de uma obra orientada por princípios construtivos, marcada pelo rigor formal, pela organização geométrica e pela exploração das relações cromáticas. Radicado na Alemanha, Mavignier desenvolveu uma carreira consistente no circuito internacional, participando de exposições como a Documenta de Kassel e a Bienal de Veneza, além de integrar o Grupo Zero, associado a experimentações visuais e à arte cinética. Paralelamente à prática artística, desenvolveu uma importante atuação como designer gráfico e professor, lecionando por décadas em Hamburgo.
Curadoria:
Luiz Armando Bagolin é livre-docente em História da Arte Brasileira e doutor em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). No Programa de Pós-Graduação do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP), coordena pesquisas sobre teorias da arte, da Renascença à produção brasileira. Foi diretor da Biblioteca Mário de Andrade, além de curador de diversas exposições e do Prêmio Jabuti. Suas publicações, que articulam arte, linguagem, retórica e filosofia, consolidam-no como um dos estudiosos mais relevantes do campo no país.
Flávio Cohn é galerista e Diretor de Arte Contemporânea da DAN Galeria, em São Paulo. Filho dos fundadores da galeria, Gláucia e Peter Cohn, em 1985 criou o Departamento de Arte Contemporânea, abrindo espaço para artistas brasileiros e internacionais no circuito de arte contemporânea.
Esta programação faz parte do pilar Expressões Culturais, com patrocínio do Banco Daycoval, apoio da CSN, Banco Safra, White Martins, Banco Rendimento, Grupo GR, Haganá, Enercore e CBF Rolamentos, e realização do Ministério da Cultura e Unibes Cultural por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
*Empresas e pessoas físicas podem apoiar a arte, a cultura e a inclusão. Entre em contato conosco e doe para a Unibes Cultural – (11) 97614-9193. Você também pode contribuir com o Unibes Bazar doando roupas, utensílios e outros itens.
Programação
Local
Telefone
em 25 de março, 29 de abril, 27 de maio, 30 de junho
confira as sessões
16 de maio às 13h00
16 de maio às 15h00
17 de maio às 14h00
17 de maio às 16h00
23 de maio às 16h30
de 24 de maio das 10h00 até 19 de julho às 19h00
24 de maio às 15h00
de 02 de junho das 14h00 até 18 de agosto às 21h00