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Data:
15 de dezembro
Hora:
10:30 - 13:00

Projeto Heroínas dessa História: mulheres e a memória dos mortos pela ditadura militar

15 de dezembro | 10:30 - 13:00

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Encontro gratuito promove diálogo sobre as mulheres que tiveram familiares mortos pelas mãos dos agentes da ditadura militar, mas que batalham até hoje para manter viva a memória de seus entes queridos e exigir do Estado as respostas devidas.

São histórias que permanecem em grande parte invisíveis. O evento é organizado pelo Instituto Vladimir Herzog como forma de democratizar a pesquisa realizada pelo projeto “Heroínas dessa História”, uma série de publicações que pretende organizar e recontar essas trajetórias, apresentando os perfis de corajosas mulheres e estimulando a reflexão sobre a questão de gênero e as violências de Estado do passado e do presente.

As mediadoras da mesa serão as coordenadoras do projeto, Carla Borges e Tatiana Merlino, especialistas em Direitos Humanos e Direito à Memória e à Verdade, que receberão como convidada uma das perfiladas do primeiro livro, ainda em produção: a histórica militante política Criméia Schmidt de Almeida, que há anos trabalha na Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.

 

Sobre as participantes:

Carla Borges – coordenadora do projeto Heroínas dessa História, é ​formada em Relações Internacionais (UnB) e Mestre em Educação (USP). Trabalhou no Escritório da Unesco, no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e na Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação. Foi chefe de Gabinete do Secretário Executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República e Coordenadora de Políticas de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo na gestão Haddad.

Criméia Schmidt de Almeida – histórica militante política, é uma das mulheres que serão perfiladas no projeto Heroínas dessa História. Foi companheira de Andre Grabois, um dos comandantes da guerrilha do Araguaia, desaparecido em 14 de outubro de 1973. Militante do PCdoB, em dezembro de 1972, quando estava com cerca de seis meses e meio de gravidez, foi sequestrada e levada para a Operação Bandeirante (Oban), junto com os sobrinhos, onde foi torturada. Seu filho, João Carlos, nasceu, no Hospital da Guarnição do Exército e seu companheiro não pode conhecê-lo. Desde então é militante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Em 2005, Crimeia e seus familiares moveram uma ação declaratória contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-Codi naquela época, responsabilizando-o pelas torturas sofridas. Três anos depois, a Justiça de São Paulo acatou a ação, e Ustra se tornou o primeiro agente da ditadura a ser declarado torturador.

Tatiana Merlino – coordenadora do projeto Heroínas dessa História, é jornalista com enfoque em direitos humanos. Foi editora da edição online da revista Carta Capital, editora executiva e repórter da revista Caros Amigos; editora e repórter no Jornal Brasil de Fato. Foi fundadora do canal de comunicação Ponte Jornalismo, onde atuou como repórter e editora; e também da Agência Pública, de jornalismo investigativo. Trabalhou na Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva” entre 2012 e 2015. É coeditora do livro Luta, substantivo feminino – Mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à Ditadura; organizadora e editora do livro Infância Roubada – Crianças atingidas pela Ditadura Militar no Brasil (Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, 2014). Em março de 2015, foi homenageada pela Comissão de Anistia por seu trabalho em defesa dos direitos das mulheres e na reconstrução da memória histórica e esclarecimento da verdade de fatos ocorridos durante o período ditatorial no Brasil.

Saiba mais em:
https://www.youtube.com/user/vladimirherzog
https://www.instagram.com/vladimirherzog/

 

O evento gratuito acontece na Unibes Cultural em 15 de dezembro, sábado, das 10h30 às 13h. Classificação: livre.

 

UNIBES CULTURAL
Rua Oscar Freire, 2.500 (ao lado da estação Sumaré do metrô, na Linha 2-Verde) | Sumaré | São Paulo | Telefone: (11) 3065-4333

ESTACIONAMENTOS PRÓXIMOS
Rua Oscar Freire, 2.617
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